BIOLOGIA

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segunda-feira, 26 de julho de 2010

2°ª lei de Mendel

A segunda lei de Mendel, denominada de diibridismo, analisa a formação dos gametas e a manifestação da segregação independente dos fatores, ou seja, a separação de dois ou mais genes alelos localizados em diferentes pares de cromossomos homólogos.

Esta segregação fundamenta-se essencialmente durante a anáfase I da divisão meiótica, resultante não mais do estudo de uma característica isolada, conforme a primeira lei enunciada por Mendel, contudo a consideração do comportamento fenotípico envolvendo duas ou mais características.

A combinação (probabilidade) das distintas configurações possíveis, quanto à separação dos fatores, permitem a formação de variados gametas, o que ocasiona maior variabilidade genética.

Segue abaixo, um exemplo prático da Segunda lei de Mendel:

Do cruzamento de ervilhas com características puras, em homozigose dominante e recessiva respectivamente para a cor da semente (amarela e verde) e para a textura da semente (lisa e rugosa), temos a seguinte representação para a geração parental e seus gametas:
R R V V (semente lisa e amarela)      x       r r v v (semente rugosa e verde)
Gameta → RV                                                  Gameta → rv
Deste cruzamento são originados exemplares vegetais de ervilha 100% heterozigóticos RrVv, com característica lisa e amarela (geração F1 – primeira geração filial).

A partir do cruzamento entre organismos da geração F1, são formados quatro tipos diferentes de gametas e dezesseis formas possíveis de combinações entre estes, constituindo prováveis genótipos dos indivíduos que poderão surgir após fecundação (geração F2).

Tipos de gametas da geração F1 → RV, Rv, rV e rv

Prováveis combinações entre os gametas:
Proporção fenotípica obtida: 9 : 3 : 3 : 1 na decrescência quantitativa das dominâncias.

Mendel concluiu que as características analisadas independem uma das outras, aumentando o grau de diferenciação dos indivíduos de uma determinada espécie.
Fonte: www.brasilescola.com

Interação gênica

Nas interações gênicas, dois ou mais pares de genes interagem para determinar uma característica. Esses genes se distribuem de forma independente durante a formação dos gametas.
Muitas características nos seres vivos são determinadas dessa forma, como por exemplo, a forma da crista em galináceos, pigmentação do olho de drosófilas (mosca da fruta).
Em galináceos existem quatro tipos (fenótipos) de cristas: ervilha, rosa, noz e simples. Depois de vários estudos de cruzamentos realizados entre galináceos com fenótipos diferentes, os cientistas concluíram que essas características eram condicionadas por dois pares de alelos R/r e E/e, que se segregam de forma independente durante a formação dos gametas. Então, se uma fêmea possui o genótipo RrEe ela iria produzir os seguintes gametas: RE, Re, rE e re. Um macho com o genótipo rree produzirá apenas gametas re.

Representação esquemática da distribuição de alelos nos gametas durante a meiose
A interação dos alelos determina um fenótipo:
Interação de: Fenótipo
R_E_ Crista Noz
R_ee Crista Rosa
rrE_ Crista Ervilha
rree Crista Simples
Quando duas aves heterozigotas (crista Noz) são cruzadas, a geração F1 obedece às seguintes proporções:
(P) RrEe x RrEe
Proporção (F1) Genótipo Fenótipo
9 R_E_ Noz
3 R_ee Rosa
3 rrEe Ervilha
1 rree Simples
Se cruzarmos dois indivíduos heterozigotos, com dois pares de alelos e obtermos a proporção 9:3:3:1, podemos concluir que trata-se de um caso de interação gênica com segregação independente.
Fontes
Amabis, José Mariano. Biologia. Volume 3. Editora Moderna.

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